Bolo da Elisa : Paçoca,brigadeiro e ganache
Esta receita esta prometida faz tempo! Fiz um almoço de família no aniversário da Elisa e para a hora do parabéns queria alguma coisa realmente especial no sabor mas simples nos ingredientes ao mesmo tempo. Como ela é fã de paçoca, achei que seria uma boa ideia, combinando com ganache de chocolate ao leite e brigadeiro ( também de paçoca!). A decoração ficou por conta de um pouco de buttercream de chocolate e uma ganache drip, também ao leite.
Chocolate e amendoim combinam maravilhosamente bem . Segundo os cientistas, ambos contém compostos voláteis conhecidos como pirazinas, com características terrosas e quentes, fazendo este casamento perfeito.
A paçoca é na minha opinião um verdadeiro patrimônio brasileiro. Com origens indígenas ( na língua tupi, pa’soka significa “esmagar” ou “ amassar”)ela começou como uma receita salgada: carnes ( de caça, a principio) eram secas ao sol e misturadas com farinha de mandioca, formando uma farofinha que era muito usada como alimentos dos indígenas quando saiam para caçar pela floresta. Com o tempo a carne de tatu ou veado foi substituída pela bovina, após a chegada dos portugueses, e dizem que a versão doce só foi surgir há algumas décadas.
Pois bem, esta é a história oficial. Muito se fala de como a paçoca salgada foi a base da alimentação do Brasil colônia, dados seus predicados de alimento prático, nutritivo e resistente. Contada em verso e prosa por todos os viajantes europeus ,ganhou tanta fama que mais parece a receita original. E nossa amada paçoca de amendoim ficou a segundo plano, quase como um produto acidental.
Mas você sabia que o amendoim selvagem surgiu em uma área que engloba Brasil, Bolívia e Paraguai ? E que há evidências arqueológicas que os povos indígenas destes três países já faziam uso alimentar dele? Então quem é que pode afirmar que não pode ter surgido uma paçoquinha deliciosa há muito mais tempo do que imaginamos? Logicamente sem açúcar de cana, mas se lembrarmos que os indígenas dominavam o beneficiamento da mandioca criando vários produtos, como a farinha, os ingredientes chave da paçoca estavam à mão! E voltando ao temo Tupi, pa’soka tem como tradução literal uma ação, “esmagar”, descrevendo muito mais uma técnica que uma receita em si. Eu aposto que os nativos brasileiros faziam paçoca tal como conhecemos hoje, e devia ser muito boa!
Massa:
160 g de paçoca
440 g de farinha de trigo
8 ovos
20 g de fermento
300 g de açúcar
360 g de leite
170 g de óleo vegetal
1 pitada de sal
Preaqueça o forno a 180 graus. Peneire a farinha com o fermento, sal e misture o açúcar e a paçoca.
No liquidificador coloque leite, óleo e ovos. Bata até ficar homogêneo.
Despeje sobre a mistura de farinha e mexa com a ajuda do fouet , até que a farinha desapareça e a mistura fique homogêneo.
Despeje em 2 formas redondas de 20 cm de diâmetro untadas e enfarinhadas, leve ao forno pré-aquecido e deixe assar por aproximadamente 45 minutos ou até que as massas estejam assadas.
Retire do forno, deixe esfriar 10 minutos e desenforme.
Recheio de brigadeiro de paçoca
395 g ou 1 lata de leite condensado
100 g de paçoca
1 gema
Leve tudo ao fogo baixo, mexendo constantemente por aproximadamente 10 minutos, até que comece a se desprender da panela e fique consistente. Retire do fogo e deixe esfriar.
Recheio de ganache ao leite:
500 g de chocolate ao leite
250 g de creme de leite uht ( de caixinha)
Aqueça o creme de leite até quase ferver, junte o chocolate ao leite picado e mexa até ficar homogêneo.
Reserve
Para montar o bolo corte cada um ao meio pelo sentido horizontal, e alterne duas camadas de ganache e uma camada de brigadeiro. Eu gosto de umedecer as camadas de massa com uma calda básica ( 200 g de água e 80 g de açúcar, leve para ferver, deixe esfriar e utilize)
Para a decoração, use ganache ao leite, chantilly de chocolate ou buttercream e enfeite com drip de ganache.





